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Luiza OliveiraTerapeuta integrativa

Relacionamentos

Padrões familiares que se repetem nos relacionamentos

Por que escolhemos sempre o mesmo tipo de relação? Entenda como a história familiar influencia os vínculos e como sair do ciclo.

Luiza Oliveira

· 2 min de leitura

Mãos segurando fotografias antigas de família

“Por que eu sempre me envolvo com o mesmo tipo de pessoa?” “Por que repito com meus filhos o que eu jurei que nunca faria?” Se você já se fez perguntas assim, saiba que não está sozinha(o).

Muitos dos padrões que vivemos nos relacionamentos têm raízes na nossa história familiar. Entender isso não é procurar culpados. É ganhar consciência para fazer escolhas diferentes.

Aprendemos a amar em casa

É na família que aprendemos as primeiras lições sobre vínculo: como se demonstra carinho, como se lida com conflitos, o que acontece quando alguém fica bravo, quanto espaço podemos ocupar.

Essas lições ficam registradas de forma profunda e, muitas vezes, inconsciente. Na vida adulta, tendemos a buscar, ou recriar, aquilo que nos é familiar, mesmo quando não nos faz bem.

Exemplos de padrões que se repetem

  • Relações em que você cuida de todos, mas raramente é cuidada(o);
  • Atração por pessoas indisponíveis emocionalmente;
  • Dificuldade de impor limites por medo de perder o outro;
  • Brigas que seguem sempre o mesmo roteiro;
  • Repetir com os filhos atitudes que você viveu com seus pais;
  • Relacionamentos que terminam sempre do mesmo jeito.

Lealdades invisíveis

Na abordagem sistêmica, fala-se em lealdades invisíveis: formas inconscientes de permanecer ligada(o) à família, às vezes repetindo destinos, dores ou escolhas de quem veio antes.

Por exemplo, alguém pode ter dificuldade de ser feliz no casamento quando, na família, as relações sempre foram marcadas por sofrimento, como se ser feliz fosse uma espécie de “traição”.

Como começar a sair do ciclo

  1. Observe sem se julgar. Perceber o padrão já é um grande passo.
  2. Pergunte-se de onde ele vem. Como era o vínculo entre seus pais? E entre seus avós?
  3. Reconheça o que você ganha ao repetir o padrão: segurança, pertencimento, previsibilidade.
  4. Experimente pequenas mudanças: dizer um “não”, pedir ajuda, expressar uma necessidade.
  5. Busque apoio para olhar o que é difícil enxergar sozinha(o).

Como a terapia e a Constelação ajudam

Na terapia para relacionamentos e família, trabalhamos as situações do dia a dia e os sentimentos envolvidos. Quando faz sentido, a Constelação Familiar individual online ajuda a visualizar a dinâmica da família e o seu lugar nela, trazendo clareza sobre de onde vêm certas repetições.

Honrar a própria história não significa repeti-la.

Se você reconheceu algum desses padrões e quer olhar para eles com cuidado, me chame no WhatsApp para conversarmos.

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