Autoestima
Autoestima: de onde vem e como fortalecer
Entenda como a autoestima se forma, sinais de que ela está baixa e práticas simples para construir uma relação mais gentil consigo.

Luiza Oliveira
· 2 min de leitura

Autoestima não é se achar perfeita(o) nem gostar de tudo em si. É, antes de tudo, a forma como você se trata: com respeito ou com cobrança, com gentileza ou com dureza.
E a boa notícia é que a autoestima não é algo fixo. Ela pode ser cuidada e fortalecida ao longo da vida.
De onde vem a autoestima
A autoestima começa a se formar cedo, a partir das mensagens que recebemos sobre quem somos: na família, na escola, nos primeiros vínculos. Frases repetidas, comparações, elogios ou a falta deles: tudo isso vai construindo uma voz interna.
Na vida adulta, essa voz continua falando. Quando ela é muito crítica, passamos a duvidar de nós, a nos comparar o tempo todo e a sentir que nunca somos suficientes.
Sinais de que a autoestima está baixa
- Autocrítica constante, mesmo diante de conquistas;
- Dificuldade de receber elogios;
- Medo de errar e de ser julgada(o);
- Dificuldade de dizer não e de colocar limites;
- Comparação frequente com outras pessoas;
- Sensação de não merecer coisas boas.
6 práticas para fortalecer a autoestima
- Perceba a sua voz interna. Como você fala consigo quando erra? Você falaria assim com alguém que ama?
- Registre pequenas conquistas. No fim do dia, anote três coisas que você fez bem, mesmo pequenas.
- Pratique limites. Comece com “nãos” menores. Cada limite respeitado é uma mensagem de valor para si.
- Cuide do corpo com carinho, não como punição: descanso, movimento e alimentação como formas de respeito.
- Reduza comparações. Lembre que, nas redes, quase ninguém mostra os próprios bastidores.
- Aproxime-se de quem te faz bem. Relações respeitosas ajudam a reconstruir a imagem que temos de nós.
Autoestima e história familiar
Muitas crenças sobre nós mesmos, como “não sou bom o suficiente” ou “preciso agradar para ser amada(o)”, vêm de dinâmicas familiares. Olhar para essa história, com compreensão e sem culpados, costuma abrir espaço para uma nova forma de se enxergar.
Como a terapia pode ajudar
Na terapia online para autoestima, você encontra um espaço para compreender de onde vêm essas crenças, reconhecer suas qualidades e limites e construir, aos poucos, uma relação mais gentil consigo.
Você não precisa merecer o seu próprio cuidado. Ele é seu por direito.
Importante: se a baixa autoestima vier acompanhada de tristeza profunda, desânimo persistente ou pensamentos de se machucar, procure também acompanhamento médico ou psicológico e, em crise, ligue para o CVV 188.



